quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Belas harmonizações no Festival Brasileiro da Cerveja

O Festival Brasileiro da Cerveja, que acontece tradicionalmente no mês de março em Blumenau, somente com cerveja artesanal, já confirmou a presença de 8 pontos de gastronomia: Alemão Batata, Bier Vila, Chef Luiz Zaga, Gasthoff Bierpark, Figueira, Curso de Gastronomia da Furb, Pastine Veloce e Yoshi Gourmet.

O sortudo visitante do Festival terá à sua disposição 36 opções, que vão de receitas brasileiras aos pratos típicos da culinária germânica, muito presente na região, incluindo frutos do mar, massas e risotos.

Confira o cardápio de cada estabelecimento:

Alemão Batata
Batata recheada
Batata do chef
Hambúrguer premium de pato

Bier Vila
Tulipa de frango
Hambúrguer

Chef Luiz Zaga
Porpeta de linguiça, queijo coalho e molho de goibada picante
Sanduíche de pernil com purê de maçã em pão de cacau

Gasthoff Zum Bierpark
Hackapetter
Salsichas típicas
Linguiça Blumenau assada com chucrute
Rollmops
Canapés alemães caseiros

Figueira
Buffalo Wings
Linguiça Blumenau com queijo e cebola
Chicken Fingers
Batatas fritas
Batatas fritas com cheddar e bacon

Curso de Gastronomia da Furb
Baião de dois
Arroz com abóbora e carne seca
Galinhada
Moqueca capixaba
Bolo de macaxeira e calda de coco

Pastine Veloce
Fettuccine à carbonara
Spaghetti à bolonhesa
Parpadelle aos quatro queijos com mignon
Risoto de linguiça Blumenau com cerveja escura
Risoto da nona com calabresa e frango
Panqueca de frango e catupiry
Panqueca do fritz com linguiça Blumenau, tomate, cebola e manjericão

Yoshi Gourmet
Bolinho de peixe
Bolinho de camarão
Bolinho de siri
Bolinho de bacalhau
Camarão empanado
Aneis de lula empanados
Tirinhas de peixe empanadas

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A cerveja artesanal subiu o morro



Aberto em novembro do ano passado, o Bistrô Estação R e R, é o primeiro estabelecimento especializado em cervejas especiais do Complexo do Alemão, comunidade carioca pacificada em dezembro de 2010.

Os donos são admiradores de cervejas vindas de todas as partes do mundo e construíram o bistrô na garagem do pai, tendo a mãe - que é chef de cozinha - como responsável pela cozinha, de onde saem petiscos feitos lá mesmo, na comunidade, como o pastel de angu e o bolinho de feijoada. Segundo os jovens empreendedores, o local pretende não apenas vender cervejas especiais, mas também promover a cultura cervejeira. Um brinde a essa iniciativa que tem como um dos maiores méritos a democratização das cervejas de qualidade, levando a cultura da boa cerveja a locais que antes não tinham acesso a tais rótulos. Que tenham muito sucesso e sirvam de exemplo para iniciativas semelhantes em outras comunidades do Rio. Pão e cerveja!

Bistrô Estação R e R
Rua Jalisco, 32 - Loteamento Nova Brasília - Complexo do Alemão
De quarta à sábado, de 17h às 22h

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Alba Weizen e Weizenbock com torta de maçã

Uma das comparações mais interessantes que mostram o efeito da torrefação do malte no sabor da cerveja pode ser feito entre uma cerveja do estilo Weizen e outra do estilo Weizenbock. Basicamente o que muda entre elas é a quantidade e a qualidade do malte, que é mais torrado na versão bock - mas sem que o grau de torrefação traga amargor de notas torradas. Ao contrário, os maltes Viena e/ou Munique utilizados na receita contribuem para um paladar mais adocicado, de frutas escuras e baunilha, além do tradicional sabor de cravo, banana e trigo. Fica muito evidente a diferença entre os aromas de banana entre uma e outra. Se na Weizen o aroma é bem marcante da fruta fresca madura, na Weizenbock o aroma pronunciado é perceptivelmente caramelizado. Pode-se dizer, para ajudar no entendimento de quem está iniciando na agradável rotina de perceber e entender os aspectos sensoriais de uma cerveja, que é como a diferença entre banana (na Weizen) e doce de banana (na Weizenbock), ou banana caramelada. Isso acontece porque os maltes antes de torrarem ficam caramelizados, pelo aquecimento do açúcar contido neles. Uma boa experiência é com as Corujas Alba Weizen e Alba Waizenbock. Por fim, aproveite e harmonize a Weizenbock com uma linda torta de maçã, decorada com folhas de hortelã, como nesta foto. Cerveja e prato criam uma combinação perfeita e inesquecível.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Bamberg Kölsch com fricassê de frango

O estilo Kölsch é um dos mais esquecidos em todo o mundo e um dos que mais se assemelham a uma bela pilsener. Apesar de ser uma cerveja de alta fermentação (Ale), tem todas as características sensoriais de uma cerveja de baixa fermentação (Lager), com modesto perfil aromático e pouca intensidade de sabores. Mas, como sua prima original da região da Boêmia, é um estilo que refresca a alma, encanta o paladar e oferece grandes possibilidades gastronômicas quando vai à mesa. Uma das melhores cervejas do estilo Kölsch que temos disponíveis no mercado brasileiro é fabricada aqui mesmo, em São Paulo, pela Cervejaria Bamberg, de Votorantim. A Bamberg Kölsch tem cor amarelo ouro, líquido cristalino e boa formação de espuma. Ao inalar a taça, sobressai um inspirador buquê herbal de lúpulo em harmonia com o aroma de miolo de pão característico do malte. Desde o primeiro gole, refresca prazerosamente, causando um relaxamento revigorante no paladar, sendo leve na medida, mas com corpo médio, que envolve a boca, e uma linda expansão do gás carbônico, que produz uma agradável sensação de formigamento na língua. Na sequência, um amargor presente toma conta do palato, terminando a experiência com um final seco e persistente na boca. Em uma palavra: deliciosa! Para harmonizar, escolha queijos macios, pratos leves, saladas e carnes brancas, como este fricassê de frango, que foi à mesa com salada de alface e arroz.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Eisenbahn Natural e o Siri da Vó Ziá

Para harmonizar uma boa cerveja com um belo prato, não precisamos recorrer a receitas muito elaboradas e nem a cervejas muito badaladas. Como é o caso da harmonização da Eisenbahn Natural com o Siri da Vó Ziá, do restaurante Zé do Cacupé, em Florianópolis. Dourada, leve e saborosa, a Eisenbahn Natural é a primeira cerveja orgânica do Brasil, totalmente feita com ingredientes sem agrotóxicos e fertilizantes sintéticos. Por conta desse cuidado na fabricação, recebeu o certificado do IBD (Instituto Biodinâmico), que fiscaliza e certifica produtos orgânicos no Brasil de acordo com normas internacionais. Ela é uma cerveja com perfil sensorial de baixa intensidade de aromas e sabores, que vai muito bem com frutos do mar que não sejam muito fortes. É o caso deste prato, do famoso restaurante que fica num dos cantos mais lindos da Iha de Santa Catarina, de frente para o continente. O Siri da Vó Ziá é uma receita de família, que utiliza carne de siri fresca, catada e desfiada como cabelo de anjo, apenas refogada e com cheiro verde, resultando em um prato soborosíssimo, de baixa caloria e muito saudável. A harmonização foi perfeita, não deixe de experimentar na sua próxima ida à Florianópolis.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

DaDo Bier Original e croquete de carne

Em tempos em que só se fala dos pontos fora da curva, como a espetacular DaDo Bier Double Chocolate Stout com chocolate da Kopenhagen e o célebre Bolinho de Feijoada do Aconchego Carioca, patrimônio gastronômico do Rio de Janeiro, seus irmãos menos famosos são esquecidos. Dois injustiçados de excepcional excelência são a DaDo Bier Original e o croquete de carne do Aconchego Carioca, casal que harmoniza muito bem à mesa. A gaúcha DaDo Bier foi uma das pioneiras no mundo das microcervejarias no Brasil e chegou a abrir na década de 1990 mega brewpubs no Rio e em São Paulo, de proporções impensáveis para a época. Sua Original, uma cerveja de perfil sensorial menos marcante, porém de altíssima drinkability, é excelente para escoltar uma porção de croquetes de carne, como estes do Aconchego Carioca. O quitute, por sua vez, faz bonito com seu tempero na medida certa, consistência macia e ponto ideal de fritura, que garante uma casca crocante e sequinha. Os dois são uma bela pedida para variar entre uma e outra novidade, que tanto gostamos e não abrimos mão de experimentar.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bolinho Confrade: linguiça moída com bagaço de malte!

Muita gente tenta complicar o universo das cervejas, quando na realidade tudo é tão simples quanto deveria ser, por se tratar de uma bebida informal e descontraída. Essa simplicidade está escancarada num petisco delicioso da Vila St. Gallen, em Therezópolis, que leva na receita o bagaço sólido descartado durante o processo de fabricação da cerveja. O nome do bolinho traduz essa total ausência de complicação, sem perder um pingo de sofisticação e elegância: Bolinho Confrade. Ele é feito de linguiça moída misturada com o bagaço do malte, recheado com mussarela, empanado e frito. Muito bem feito, deve-se dizer. O bagaço do malte é riquíssimo em fibras e muito nutritivo. É usado para fazer pão de malte e pode ter outras finalidades, como dar um toque cervejeiro a um prato, como este bolinho. A receita é do chef Rafael Paredes, que idealizou todo o cardápio da Vila St. Gallen e chefiou a cozinha na sua fase de inauguração. Para harmonizar neste caso, qualquer cerveja artesanal das marcas St. Gallen e Therezópolis, todas feitas pelos donos da Vila St. Gallen, vão cair muito bem. Mas dê preferência para as mais claras, as de trigo e as vermelhas.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Anchor Brekle's Brown com brochete caseiro de porco

Algumas harmonizações conseguem ser tão espetaculares quanto simples, como a combinação da Anchor Brekle's Brown com brochete de porco, linguiça e abacaxi ao molho barbecue, acompanhado de arroz de agrião. Essa autêntica American Brown Ale californiana, original de São Francisco, casou com perfeição toda sua gama de aromas e sabores ao encontrar seus pares no prato. Primeiro, o amargor cítrico do lúpulo americano contribuiu para cortar a gordura abundante do porco, da linguiça e do molho. Na sequência, os maltes caramelizados utilizados na cerveja harmonizaram por semelhança com o adocicado do barbecue, do abacaxi e dos sucos das carnes grelhadas na chapa. A acidez cítrica do lúpulo fez par com o abacaxi e o seu amargor contrastou harmoniosamente com todo o dulçor do prato. Por fim, o arroz de agrião trouxe um acompanhamento com toques sutilmente picantes, que realçou todo o conjunto.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

American Pale Ale com mix de salsichas alemãs

Mais uma vez a gastronomia alemã dando um show quando o tema é harmonização com cerveja. Um belo mix de salsichas, cozidas na cervejas e acompanhadas de mostarda preta com páprica e curry, são realçadas se tiverem uma cerveja de qualidade por perto. A cerveja ajuda na limpeza do palato, quebrando a gordura e preparando a boca para a próxima salsicha. Os aromas e sabores vindos do lúpulo combinam com os temperos utilizados nas salsichas e na mostrada condimentada. No caso, uma refrescante American Pale Ale da Mistura Clássica, com uma carga extra de lúpulo cítrico, que ainda contribui com uma boa dose de frescor, em contraponto com a salsicha, que apesar de não ser tão intensa tem muita gordura embutida.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Falke Bier Ouro Preto e gorgonzola artesanal

Cerveja e queijo foram feitos um para o outro. Apesar do hábito dos "queijos & vinhos", a harmonização de queijos com cerveja é muito mais favorável ao paladar e apresenta mais possibilidades de combinações entre os aromas e os sabores de ambos. No caso da foto, a deliciosa schwarzbier mineira Falke Bier Ouro Preto harmoniza com um gorgonzola artesanal produzido pelo próprio Marco Falcone, dono da Falke Bier, a partir da cultura de fungos de queijo azul em um autêntico queijo minas frescal. A experiência é inesquecível e pode ser feita com qualquer gorgonzola de boa qualidade. De cara, o amargor marcante do malte torrado, com a ajuda do lúpulo utilizado na cerveja, corta a gordura do gorgonzola. A cada gole, a boca fica limpa para receber mais um pedaço do queijo. Os sabores intensos do gorgonzola e da Ouro Preto - muito bem estruturada, diga-se de passagem - harmonizam por semelhança. Um não mata o outro. Ao contrário, os dois realçam e enaltecem um ao outro. Um belo exemplo de como o casamento entre boas cervejas e gastronomia de qualidade refletem a vida real. Os casamentos mais duradouros e felizes são aqueles em que as individualidades são mantidas e é criada uma nova: a do casal.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Hambúrguer gourmet com Brooklyn Lager!



Poucas combinações caem tão bem quanto um belo hambúrguer gourmet com uma Brooklyn Lager. A cerveja do mestre Garrett Oliver, a preferida entre os novaiorquinos de bom gosto, garante uma grande dose de lúpulo, mas super equilibrada, sem exagero, com um toque de amargor bem presente, bem mais do que em outras cervejas. O amargor ajuda a quebrar a gordura da carne, harmonizando perfeitamente por corte com o hambúrguer, limpando nosso palato para a próxima mordida. Para completar, a Brooklyn Lager leva uma boa carga de maltes caramelizados, que harmonizam por semelhança com a suculenta carne grelhada.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Pão de cerveja!




Cerveja como ingrediente é ainda um tema pouco explorado. A bebida adorada pelos brasileiros é um ingrediente culinário cheio de potencial e quando adicionada à uma receita o álcool evapora e os aromas e sabores que ela agrega ao preparo são incríveis. Este Pão de Cerveja, preparado pela Chef Geany Menezes no curso de Cervejas Especiais na Cozinha, é um ótilo exemplo. De paladar delicioso e textura sensacional, crocante por fora e macio por dentro. As técnicas de como utilizar a bebida na cozinha, no preparo de receitas e na harmonização de pratos, trazem grandes possibilidades. Neste caso, ela utilizou a cerveja como agente auxiliador na fermentação e na durabilidade do pão. É impressionante observar como a massa reage quando a cerveja é adicionada, aumentando seu volume instantaneamente quando entra em contato com a bebida. Para deixar tudo ainda mais gostoso, o Pão de Cerveja foi harmonizado com Czechvar Lager e Coruja Strix Extra. Literalmente, pão e cerveja!